“Há algo de terrível na cor azul”, frase que integra o espetáculo de dança azul-jardim criado por Renan Marcondes e Raul Rachou. A apresentação é uma criação em dança a partir do filme “Blue” de Derek Jarman, cineasta britânico que namorou Raul Rachou e que morreu cego por conta da Aids em 1994. A dança do artista se inspira nos diferentes significados e entendimentos da cor azul, criando um diário falado e dançado no qual ele relembra cenas do passado para pensar no presente do seu corpo e do nosso mundo.
A peça foi apresentada em maio deste ano no 25º Cultura Inglesa Festival, e ainda na fase de estudo entrou na programação do Sesc Bom Retiro no projeto #emcasacomsesc, fazendo com que o Sesc 24 de Maio sentisse a necessidade de apresentar ao público a evolução artística desta produção.
Única apresentação no dia 22/06, quarta, às 20h no Sesc 24 de Maio. Os ingressos estarão à venda online no portal do Sesc SP a partir de 14/06, terça, às 12h e nas bilheterias das unidades a partir de 15/06, quarta, às 17h. R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada) e R$12 (Credencial Plena).
Raul Rachou estudou dança moderna com sua mãe, Ruth Rachou e dança contemporânea com Helena Bastos. De 1979 a 2015, dirigiu a Escola de Dança Ruth Rachou. Pertence à primeira geração de instrutores de pilates em São Paulo. Criador-intérprete do Grupo Musicanoar desde 1993.
Renan Marcondes é artista e pesquisador representado pela OMA galeria. Doutor em Artes pela ECA USP com pesquisa sobre performatividade e ausência. Seu trabalho artístico, situado entre as artes cênicas e visuais, toca em situações de passividade, inércia e impotência do corpo. Diretor e fundador do Pérfida Iguana.
FICHA TÉCNICA
Concepção, coreografia e direção: Renan Marcondes
Concepção, coreografia e performance: Raul Rachou
Performance: Rafael Carrion
Texto original: Artur Kon
Trilha original: Sergio Abdalla
Luz: Laura Salerno
Iluminador assistente: Fellipe Oliveira
Operação de som: Adriana Viana
Preparação vocal: Marilene Grama
Cenotecnia: Matias Arce
Foto: Cacá Bernardes