O evento contou com um time de peso, cheio de referências da cena: Aline Constantino, B-Girl e produtora do Laboratório Fantasma, coletivo de arte urbana criado por Emicida e Fióti, e ZULU, dançarino e integrante do ballet do rapper Djonga, comandaram a apresentação da festa. No som, a DJ Tamy Reis tocou grandes hits da música brasileira e internacional e, na curadoria, estiveram o B-Boy e produtor audiovisual Pedro Brum, ao lado da professora, modelo e coreógrafa do Djonga, Raquel Cabaneco.
“Estávamos com uma expectativa enorme antes do evento, e elas foram superadas. Sabemos da força cultural do Brasil, e estou muito emocionada. Foi a primeira vez que aconteceu no Brasil e vi uma enorme força de coletividade para tudo acontecer da melhor forma – foi uma primeira vez perfeita. Estou muito feliz por fazer parte da história que está sendo construída. Os dançarinos mostraram um nível incrível, e todos estavam na mesma energia de fazer acontecer. Estamos trabalhando para uma próxima edição e vamos construindo essa caminhada juntos”, avalia Raquel.
Também curador do evento, Pedro Brum comenta sobre a importância deste tipo de torneio: “Muitos dançarinos que participaram da competição assistiam esse evento na internet e foram influenciados por ele em suas danças, e agora o recebem em casa. É muito rico termos algo dessa magnitude no Brasil, inclusive para a difusão das danças, acredito que temos muito a somar, uma vez que o nosso país é muito plural, e essa pluralidade se reflete também na nossa dança. O mundo vai se surpreender com o que temos a mostrar”.
Explorando uma gama de estilos que compõem as danças urbanas, os competidores entregaram tudo de si para impressionar o público, que votou ao final de cada apresentação por meio de plaquinhas azuis ou vermelhas, indicando o seu dançarino preferido. As batalhas tornavam-se ainda mais emocionantes pelo fato de que nenhum participante sabia a música que teria de dançar. Dessa forma, a capacidade de explorar as habilidades de improviso era um ponto primordial para se destacar, além de presença de palco, carisma, originalidade e qualidade técnica.
Com mais de 130 qualificatórias em 33 países nesta temporada, a primeira edição no Brasil ainda contou com dois workshops abertos ao público com mestres da dança. Pela manhã, o suíço Stalamuerte, craque em Hip Hop Freestyle, deu aula acerca do estilo. Na sequência, Raquel Cabaneco e a francesa Sandra Salsfaro ensinaram passos variados, todos com muita brasilidade.