Janaína Póvoa, 47 anos, é uma dessa alunas. Vencedora da luta contra o câncer, ela precisou abandonar o CLT e trabalhar como autônoma para seguir com o tratamento. Se profissionalizou na área da beleza como trancista e, com o suporte do instituto, resgatou sua autoestima, bem como uma renda mensal por meio de uma extensa cartela de clientes.
Já Sthefanie Karen, 25 anos, descobriu uma fonte de renda nos ensinamentos da avó: o crochê. Por meio dessa técnica, a jovem faz releituras criativas das principais tendências da moda. Após conhecer o Instituto Dona de Si, ela se formalizou como microempreendedora individual (MEI) e perdeu o medo das redes sociais. Hoje, Sthefanie comemora o aumento dos lucros fruto do conhecimento adquirido durante a formação profissional.
Para Natália Menezes, gerente da FCB, a parceria com o instituto tem sido realmente transformadora. “Juntos, empoderamos mulheres para que elas regatem a autoestima e sigam acreditando que são capazes de conquistar o que quiserem, seja na vida pessoal ou profissional. A iniciativa do Dona de Si está diretamente alinhada ao propósito da Fundação Casas Bahia de contribuir para o desenvolvimento social e diminuir desigualdades de gênero. Por isso, seguimos acreditando e investindo juntos”, afirma a gestora.
Jornada Transformadora
Por meio da Jornada Transformadora, o Dona de Si desenvolve um programa de formação online em empreendedorismo e aceleração de negócios. A trilha de conhecimento inclui desenvolvimento pessoal, autoestima e empoderamento feminino; gestão de negócios e organização financeira; comunicação e marketing; liderança e gestão de crises; dicas de investimento, tributação, direitos; empatia e autocuidado; inteligência emocional e aulas práticas de geração de renda.
As atividades também envolvem uma parceria com a Secretaria Municipal da Mulher para formalização do MEI e com a ONG Justiceiras, entidade que dá suporte jurídico, médico e psicológico para mulheres vítimas de violência.
A atriz Suzana Pires, idealizadora do projeto, explica que o objetivo é atender as mulheres em toda complexidade da sua existência para que se desenvolvam profissionalmente e resgatem a autoestima. “Qualificamos sem esquecer do seu lado humano e emocional, muitas vezes fragilizados pelas dificuldades que enfrentam no dia a dia”, afirma.