Como é feita a cirurgia de endometriose realizada por Larissa Manoela? Especialista explica processo e pós-operatório

O passo a passo da cirurgia: o que o cirurgião visualiza, o que é retirado e como a pelve é reorganizada
Laparoscopia convencional x robótica: o que muda em termos de precisão e recuperação
Pós-operatório real: inchaço, dor, tempo de afastamento e retorno às atividades
Quando tentar engravidar após a cirurgia: o que os especialistas recomendam e quais fatores entram na decisão
Por que controlar a doença com hormônios não substitui a cirurgia para quem quer engravidar
O que muda quando o diagnóstico demora: o caso de Mariana como espelho da realidade de milhões de brasileiras

O Dr. Thiers pode fornecer aspas técnicas e acessíveis sobre todos os ângulos acima, além de comentar o cenário clínico geral da endometriose no Brasil, os avanços da cirurgia robótica e o impacto do diagnóstico tardio na fertilidade. Disponível para entrevista por telefone, vídeo ou presencialmente no Rio de Janeiro.

O relato de Mariana Aboud
Mariana, 35 anos, cirurgiã-dentista, passou 10 anos convivendo com dores crescentes antes de chegar ao diagnóstico de endometriose profunda. Nesse período, consultou vários profissionais com opiniões diferentes sobre seu caso. Foi a piora constante da dor que a manteve na busca por respostas. Após a cirurgia para remover os focos da doença conseguiu engravidar. Hoje está gestante do primeiro filho.
Mariana está disponível para relato escrito, entrevista por telefone, vídeo ou presencial. Sua história humaniza o dado: a maioria das brasileiras com endometriose não chega ao procedimento de forma planejada como Larissa. Chega depois de anos de dor normalizada.

Os dados por trás da pauta

Atendimentos por endometriose no SUS cresceram 76,2% em três anos: de 82.693 (2022) para 145.744 (2024). Fonte: Ministério da Saúde — gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/marco/endometriose-atendimentos-na-atencao-primaria-do-sus-crescem-76-2-em-tres-anos-e-impulsionam-debate
7 milhões de brasileiras convivem com endometriose, segundo estimativas da OMS.
Mulheres com parentes de primeiro grau com endometriose têm risco até 7 vezes maior de desenvolver a condição. Fonte: Treloar et al. (1999), Fertility and Sterility — pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10194995
A adenomiose isolada reduz em 43% a chance de gravidez clínica e triplica o risco de aborto. Fonte: Instituto GERA (2024/25).
Entre 90% e 95% dos procedimentos ginecológicos já poderiam ser realizados por via robótica ou laparoscópica. Fonte: Sobracil.

Sobre o Dr. Thiers Soares
Graduado em Medicina pela Faculdade de Teresópolis, com residência em Ginecologia e Obstetrícia pelo Instituto Fernandes Figueira (Fiocruz/RJ) e especialização em Endoscopia Ginecológica também pela Fiocruz. Realizou treinamento em Cirurgia Robótica pelo Memorial Hermann Institute, em Houston (EUA). Presidente da Sobracil no Rio de Janeiro e membro da AAGL. Atua no Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ) e no Hospital Federal Cardoso Fontes. Professor do SLS World Team, percorre o mundo ministrando aulas e cirurgias para disseminar a técnica da cirurgia minimamente invasiva.