
O som dos tambores atravessava o pavilhão antes mesmo que fosse possível enxergar de onde vinha.
Entre apresentações, oficinas, gastronomia e experiências artísticas, a 27ª edição do Festival do Japão mostrou mais uma vez por que se tornou um dos grandes encontros culturais do calendário paulistano.

Realizado no São Paulo Expo, o evento reúne manifestações tradicionais, turismo, tecnologia, cultura pop e gastronomia em uma programação capaz de apresentar diferentes aspectos da cultura japonesa ao público. Logo nos primeiros corredores, fica evidente que a experiência vai muito além dos sabores típicos: cada espaço reserva uma nova descoberta.
Um dos momentos mais marcantes deste primeiro dia foi a apresentação de Taiko. Mais do que uma performance musical, os tambores japoneses ocupam todo o ambiente. A força das batidas, a precisão dos movimentos e a energia transmitida pelos grupos transformam a apresentação em uma experiência sensorial que prende a atenção do público desde os primeiros segundos.
Enquanto a música ecoava pelos pavilhões, o restante da programação revelava a diversidade que faz do Festival do Japão um evento único. Entre um espaço e outro, o visitante encontra jardins inspirados na paisagem japonesa, áreas dedicadas ao turismo, oficinas culturais, exposições e uma programação que aproxima tradição e contemporaneidade de maneira bastante natural.

Essa convivência entre diferentes expressões da cultura japonesa também aparece nos espaços dedicados ao entretenimento. O universo dos animes, mangás e tokusatsu divide atenção com manifestações tradicionais, reunindo personagens que marcaram gerações e continuam despertando o interesse de crianças e adultos. Para quem cresceu acompanhando produções japonesas na televisão brasileira, encontrar referências a clássicos do gênero é um convite inevitável à nostalgia.
A presença de grandes marcas japonesas também amplia essa experiência. Montadoras e fabricantes apresentam novidades e aproximam o público de tecnologias que fazem parte da história da indústria japonesa, demonstrando como inovação e identidade cultural caminham lado a lado.

Mesmo para quem visita o festival pela gastronomia, as opções parecem inesgotáveis. Barracas espalhadas pelos pavilhões oferecem desde pratos tradicionais até doces e bebidas diferentes, transformando a pausa para um lanche em mais uma oportunidade de experimentar novos sabores. Entre as escolhas deste primeiro dia, uma delicada pink lemonade de cranberry chamou atenção pela leveza e pela apresentação.

Mas talvez o maior mérito do Festival do Japão esteja justamente na sua capacidade de reunir públicos muito diferentes em um mesmo espaço. Famílias, admiradores da cultura japonesa, apaixonados por gastronomia, fãs de anime, curiosos e visitantes de primeira viagem compartilham os mesmos corredores, descobrindo que o evento oferece muito mais do que qualquer programação individual consegue antecipar.

Estas são apenas as primeiras impressões de uma visita que ainda está longe de terminar.
O retorno ao Festival do Japão promete explorar com mais profundidade algumas das atividades que despertaram curiosidade logo no primeiro dia, como as oficinas culturais, a pintura de kanji, novas experiências gastronômicas e outras atrações que fazem desta edição um verdadeiro convite para continuar descobrindo diferentes aspectos da cultura japonesa.
A cobertura do Leoa Ruiva continua na próxima publicação, trazendo as experiências vividas durante o segundo dia do Festival do Japão 2026.