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Crédito: Daniel Spalato.
Sucesso de crítica, o espetáculo adulto Tubarão Banguela, de Rita Batata, faz duas apresentações nos dias 12 e 13 de agosto no Teatro do SESI Cidade A.E, Carvalho, na zona leste da capital. A temporada é promovida pelo edital Viagem Teatral do SESI 2022.
O trabalho da RIMA Coletiva estreou em 2018 no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, e foi escrito quando a autora ainda cursava o último semestre de Dramaturgia na SP Escola de Teatro, sob orientação de Marici Salomão. O elenco traz Ana Elisa Mattos, Leandro D'Errico, Mariana Leme, Rafael Lozano (que recentemente participou da série 3% e do filme Marighella), Rafael Pimenta (um dos candidatos do reality Futuro Ex-Porta, do canal Porta dos Fundos).
A montagem narra o encontro entre vários personagens em uma praia do litoral brasileiro. Lá, um surfista e sua namorada entediada curtem a brisa salgada, o bombeiro com a ex-atual esposa e sua filhinha resistem ao calor abafado e o cão junto do velho solitário se entregam a maresia inebriante. O que eles não sabem é que um acidente semi-fatal está prestes a unir a vida de todos em uma faísca de segundos.
A dramaturgia investiga a voz narrativa e seus múltiplos pontos de vista. Os narradores são testemunhas oculares da história e, assim, manipulam o tempo e o espaço ao flertar com narrativas cinematográficas. Tubarão Banguela encontra na presença do ator o eixo central da encenação, a palavra e a fisicalidade procuram guiar a imaginação do espectador.
Borrando as fronteiras entre intérprete e personagem, o elenco se debruça em diversos personagens e por vezes vozes narrativas. A mecânica teatral está exposta em um palco sem coxias onde os elementos cênicos estão no campo do simbólico.
Sobre Rita Batata
Atriz formada pelo INDAC, estreou nos cinemas no filme “Não Por Acaso”, de Philippe Barcinski, ganhando o prêmio de melhor atriz coadjuvante no “4º Arraial Cine Fest” da Bahia. É protagonista do filme “De Menor", vencedor do prêmio de melhor filme no “Festival do Rio 2013”. Em 2017, se formou Dramaturga pela SP Escola de Teatro sob a coordenação de Marici Salomão. E em 2018, estreou como diretora e dramaturga da peça “Tubarão Banguela”.
Em 2021, participou do Festival Breves Cenas de Teatro com “As Calotas Polares da Minha Geladeira”, assinando roteiro e direção. Como atriz esteve nos palcos com “O Ovo de Ouro”, dirigido por Ricardo Grasson, estrelado por Sérgio Mamberti. Com espetáculo Kiwi”, dirigido por Luh Maza, foi agraciada como Melhor Atriz no "Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2016". Atua em “Hotel Mariana”, dirigido por Herbert Bianchi, indicado pela dramaturgia ao Prêmio Shell 2017. Esteve no elenco do espetáculo online "Histórias Mínimas SP” da Cia do Quintal e é curadora e co-produtora do “TEIMA Festival de Artes Online”.
Sobre RIMA Coletiva (Redes sociais: @rimacoletiva)
RIMA Coletiva é um agrupamento teatral, fruto da sólida parceria entre as artistas Mariana Leme e Rita Batata, que trabalham juntas há mais de 12 anos. Tem na sua essência o objetivo de agregar artistas na elaboração de obras originais.
Atualmente, a RIMA Coletiva está criando o espetáculo inédito "Eu Sou a Thelma e Ela é Minha Louise”, um DUETO autoral contemplado no EDITAL PROAC EXPRESSO LEI ALDIR BLANC Nº 44/2021 pelo Histórico de Cia.
A trajetória teve início em 2007 quando Rita e Mariana integraram o Núcleo Experimental de Teatro do SESI, sob coordenação de Isabel Setti, e fizeram parte do elenco das peças “SACRIFÍCIO” de Fernando Bonassi dirigida por Cibele Forjaz, e "DESATINO", de Elzemann Neves com direção de Inês Aranha e Guilherme Sant'Anna.
Em 2011, desenvolveram o espetáculo “AS DESGRAÇADAS” de Felipe Sant’Angelo, livremente inspirado na obra “As Criadas”, de Jean Genet com direção de Beatriz Morelli, na então Cia. Auroras. A peça representou o Brasil no FESTLIP - Festival de Teatro da Língua Portuguesa - 2013, no Rio de Janeiro.
Trabalharam ao longo desses anos com diversos artistas e diretores, escrevendo paralelamente suas carreiras solo no teatro, televisão e no cinema.
A parceria é batizada RIMA Coletiva em comemoração ao convite para reinaugurarem em 2017 a sala Ademar Guerra - mais conhecida como Porão - do Centro Cultural São Paulo. Como atrizes e produtoras, idealizaram o espetáculo “PEQUENAS CERTEZAS” da dramaturga mexicana Bárbara Colio, a realização foi uma frutífera parceria com a produtora Roque D`Umbra da diretora do espetáculo Fernanda D’Umbra.
Sinopse
Em uma praia do litoral brasileiro o perigo está à espreita. O surfista e sua namorada entediada curtem a brisa salgada, o bombeiro com a ex-atual esposa e sua filhinha resistem ao calor abafado e ainda, o cão junto do velho solitário se entregam a maresia inebriante. O que eles não sabem é que um acidente semi-fatal está prestes a unir a vida deles em uma faísca de segundos. Atenção: evite o banho de mar.
Ficha técnica
Dramaturgia e Direção: Rita Batata
Elenco: Ana Elisa Mattos, Leandro D'Errico, Mariana Leme, Rafael Lozano e Rafael Pimenta
Desenho de Luz: Aline Santini
Direção de Arte e Figurino: Bia Pieratti e Carol Reissman
Cenário: Marcelo Maffei
Direção de Movimento: Ana Paula Lopez
Trilha Sonora Original: Thiago Iglesias
Fotografia: Daniel Spalato
Arte Gráfica: Barbara Coimbra
Operação de luz: Rodrigo Silbat
Idealização e Produção: RIMA Coletiva
Serviço
Tubarão Banguela, com direção e dramaturgia de Rita Batata
Ingressos: Grátis, distribuídos uma hora antes de cada apresentação
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos
São Paulo – Zona Leste
Teatro do SESI Cidade A.E Carvalho - Rua Deodato Saraiva da Silva, 110, Arthur Alvim, São Paulo
Quando: 12 e 13 de agosto, às 20h
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Os jogos, instalações interativas e animações são assinadas por artistas da França, Alemanha, Japão, Grécia, Canadá, Estados Unidos e República Tcheca, um verdadeiro show de inovação;
São Paulo, julho de 2022 – As interações proporcionadas pela inteligência artificial, realidades virtual e aumentada deixaram de ser apenas cenas dos filmes de ficção. Cada vez mais presentes no dia a dia são tecnologias empregadas nos mais diversos campos. No edifício do Banco do Brasil, na Avenida Paulista, esses recursos tecnológicos se conectam às artes durante a exibição do ANIMA+GAMES. Neste ano, o evento propicia uma oportunidade imperdível aos visitantes: interagir com seres que habitam uma dimensão paralela, por meio de tablets e smartphones.
O projeto com curadoria do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica - FILE apresenta instalações de realidade aumentada e virtual, games e animações. De 21 obras, 12 são assinadas por artistas da França, Alemanha, Japão, Grécia, Canadá, Estados Unidos e República Tcheca. As outras nove foram concebidas pela espanhola Raquel Meyers.
Segundo a curadoria do FILE, o ANIMA+GAMES é uma exposição disruptiva, com árduo trabalho de artistas, mas também programadores. Apresenta como diferencial exemplos daquilo que já é avançado e cultuado por uma nova geração de artistas, provocando a percepção de realidade do público.
Para o Centro Cultural Banco do Brasil, o ANIMA+GAMES é uma oportunidade de associar a arte à tecnologia, para ampliar as capacidades humanas, possibilitando a interação e a construção de um imaginário digital.
REALIDADE AUMENTADA E VIRTUAL
O público poderá conferir obras em realidade aumentada e virtual, por meio de seus tablets e smartphones. No Edífício Banco do Brasil, estarão disponíveis as seguintes obras:
O ANIMA+GAMES conta com duas obras que utilizam recursos de realidade aumentada e virtual. Uma delas é “HanaHana AR”, da francesa Melodie Mousset. O trabalho é centrado na construção corporal, por meio de um jogo interativo e colaborativo que constitui um ambiente imersivo. Neste mundo surreal, braços e mãos são extensões dos corpos dos jogadores, que podem se teletransportar dentro deste universo e multiplicar seus próprios corpos. Estará visível em dispositivos móveis, permitindo interações por meio de tela sensível ao toque.
“Genius Loci AR”, do artista grego Theo Triantafyllidis, é outra instalação de realidade aumentada. Tem como base a interpretação lúdica do conceito de Genius Loci ou Spirit of Place (Espírito do Lugar). Uma grande criatura, com personalidade, estará residindo dentro no espaço expositivo do Banco do Brasil, flutuando, relaxando ou conversando consigo e com o público. Estará visível em dispositivos móveis, permitindo interações por meio de tela sensível ao toque.
Animações
A mostra no edifício do Banco do Brasil reúne cinco obras de animação. O artista AUJIK apresenta três criações: “Spatial Bodies: Shenzhen & Hong Kong”, “Autocumulus” e “Black Lotus”.
Em “Spatial Bodies: Shenzhen & Hong Kong”, AUJIK aplica uma abordagem conceitual ao município de Shenzhen (na China), recriando o domínio arquitetônico e tornando-o algo que lembra componentes eletrônicos e circuitos interconectados como uma grande placa-mãe de computador. É como se apresentasse um reflexo da rápida aceleração tecnológica da cidade, reiterando o status de uma das metrópoles mais inovadoras do mundo.
“Black Lotus” são esculturas de morphing feitas a partir de instruções geradas por inteligência artificial, com base em projetos arquitetônicos de Zaha Hadid. As imagens são embaladas pela música “Afterglow” da artista Black Lotus. Já em “Autocumulus”, AUJIK se inspira na tese sobre Autonomous Cloud Intelligence e Digital Deity do inventor futurista sul-coreano Hyejin D's. Essa animação conta com música composta pelo artista eletrônico japonês Daisuke Tanabe.
“Distance” é outra animação presente na mostra. No filme criado pelo artista franco-canadense Eddy Loukil, o Rei e a Rainha do Reino Oxidado iniciam sua velha e tediosa dança, que aos poucos revela as feridas ocultas do relacionamento entre eles. Já “Any Instant Whatever”, da artista alemã Michelle Brand, explora a percepção do tempo, corpos e objetos, e a incapacidade humana de compreender o movimento total das coisas.
Games
Cinco jogos estão presentes no ANIMA+GAMES . “Mini Metro”, criado pelo estúdio estadunidense Dinosaur Polo Club, é um deles. O game simula estratégias para projetar um mapa do Metrô numa cidade em crescimento. A proposta é desenhar linhas entre as estações, mantendo-as eficientes.
O designer americano de jogos Joel McDonald é o artista responsável por “Prune”, uma carta de amor às árvores. Com o toque de um dedo a ideia é moldar uma árvore, evitando os perigos de um mundo hostil. Dar vida a uma paisagem esquecida será a maneira de desvendar uma história escondida nas profundezas do solo.
Também no ANIMA+GAMES, “Vectronom” é um jogo de plataforma 3D, no qual os obstáculos mudam em sincronia com a música, forçando os participantes a memorizar padrões e resolver enigmas. Tudo isso enquanto se movem ao ritmo dos sons. A obra é uma criação do Ludopium Studio, da Alemanha.
Vinda da República Tcheca, Amanita Design apresenta “Samorost 3”, um jogo de aventura e quebra-cabeça. O game segue um curioso gnomo espacial que usa os poderes de uma flauta mágica para viajar pelo cosmos em busca de suas origens misteriosas. Nessa empreitada surpreendente é possível percorrer nove mundos repletos de desafios coloridos e suas criaturas.
Por fim, “The Pathless” apresenta a história de um arqueiro e uma águia que juntos têm a missão de dissipar uma maldição das trevas que domina o mundo. Durante o jogo, cheio de segredos e quebra-cabeças, os visitantes precisam tomar cuidado para não se tornarem caçadas.
ANIMA+ HIGHLIGHT
A artista e performer Raquel Meyers é a convidada especial do ANIMA+GAMES 2022. Ela define seu trabalho como KYBDslöjd, sigla que se refere ao termo inglês keyboard (teclado), e a palavra sueca slöjd (destreza, habilidade). O conceito exprime um tipo de datilografia expandida, com a qual cria animações ao vivo em um fluxo contínuo de texto 8-bit.
O trabalho experimental apresenta uma estética retrô e nostálgica, inspirado na Poesia Concreta e na Arquitetura Brutalista. Em seu processo criativo Raquel utiliza o teletexto, recurso desenvolvido por emissoras de televisão nos anos 70, e um Commodore 64, modelo de computador doméstico criado na década de 1980.
A partir dessas ferramentas, a artista cria mitologias compostas por robôs, zumbis, múmias, vampiros e monstros. “Em suas animações, o ritmo das tecnologias obsoletas é ressignificado e uma nova dinâmica é proposta, como forma de superação do sistema viciante de gratificação instantânea, característico da Era Digital”, comenta a curadora Clarissa Oliveira.
Para o Anima+Games foram selecionadas as seguintes obras: “Inattention” (2020), “Interlude” (2011), “Fist of Trade [2014] by Hack n’ Trade”, “HYDORAH” (2011), “Jumpin’ on blocks” (2016), “We Live In a Time of Monsters” (2014), “2SLEEP1 ❚❚❚❚❚❚❚ 001 Echidna, moder till alla monster” (2011), “2SLEEP1 ❚❚❚❚❚❚❚ 004. SJÖMAN” (2011) e “20 Years Is Nothing by Hack n’ Trade” (2013).
O ANIMA+GAMES é realizado por meio do Edital ProAC Expresso Direto n.º37/2021 e conta com o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil. As obras ficam em cartaz até 14/08 no edifício do Banco do Brasil, na Avenida Paulista, com entrada gratuita.
Serviço
ANIMA+GAMES
Data: 13 de julho a 14 de agosto
Funcionamento: Quarta a sexta, das 12h às 18h
Local: Hall do Edifício Banco do Brasil, Avenida Paulista, 1230, Bela Vista
Classificação indicativa: livre.
Entrada gratuita.
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